domingo, 15 de maio de 2011

zeroseiszerotrêsdoiszeroumum

Sorry about that

Não faz tanto tempo
Desde que bebemos até pôr-do-Sol... até que ele se foi
E com ele foram nossa dor e medo
Enquanto nós lentamente quebrávamos o contato
cada vez mais a cada cerveja
E desmaiávamos nos braços de outros
Ambos admitíamos que nunca nos sentimos melhor
Nunca me senti tão quente
Mas acordamos nos olhos dos outros
Sem roupa alguma
Ambos estávamos profundamente disfarçados
E talvez eu coloquei de lado o fato de que
você estava com o coração partido
Em meu modo egoísta especial
E se eu não tivesse colocado de lado o fato de que
você estava com o coração partido
Oh Inferno sabe onde seu coração estaria hoje
Talvez comigo...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Amigos...

O que é que você traz em seu coração?
Quem é que está logo atrás de você
Quando o desespero vem em sua direção?

Quem é quem senta do outro lado da mesa
Enchendo a lata, acompanhado você?
Quando o cansaço te golpeia na cara
Quem são os caras que estão lá pra te erguer?

Quem são os caras que também mostram a cara
Quando o tapa era só pra você?
Quem são os caras que seguram sua barra
Sem querer saber o que vai acontecer?

Amigos, amigos, amigos...

(Flicts)

domingo, 13 de março de 2011

O novo

Sempre que aparece algo ‘novo’, ele vem acompanhado de medo, desafio, insegurança, vontade, medo, medo e medo. O novo passa segurança e insegurança, mas você sempre quer saber como é, porque é, mesmo sabendo que o “como” e o “porque” não importam mais.

Quando você encontra esse novo e percebe que é diferente de tudo que você já teve -ou não-, que é especial de alguma forma e que pode ir muito além de tudo que você possa ver, você vai sentir, e por mais “irreal” que seja, VOCÊ vai fazer tudo pra tornar real.

Eu só queria poder...

A música entra na minha mente, com os fones no volume mais alto que eu posso suportar, com a música que mais possa corroer, me fazer viajar, me fazer pensar, me fazer esquecer, esquecer e esquecer… Me fazer lembrar e relembrar, me fazer sentir o que (não) importa.

Pensar em quanto corro contra as montanhas russas, em quanto seria vantajoso simplesmente não fazer nada, em meter o foda-se como sempre fiz, sair com meus amigos e me divertir sem pensar em razão ou conseqüência.

Não entendo, mas tempo em que não suporto tudo isso, eu amo estar aqui, amo pensar que ninguém merece cada lágrima que derramei, mas mesmo assim continuo… E vou além. Pareço gostar de tudo isso, de toda essa dor, incerteza e confusões em minha mente. No fundo, me faz bem por me fazer tão mal, apenas me faz bem…

Quero mais, quero a paz que me prometera, quero a segurança que me deu um dia e logo depois tirou, quero acordar novamente com aquele sorriso que me fez tão bem um dia.


‘Tudo aqui está tão bem, mas não me diz MAIS NADA'

"A maldição de não chorar
Gritar quando são traídos
Corpos palpitantes, eles gritam".

quarta-feira, 9 de março de 2011

Só mais um dia comum...

Aquele dia não terminava, eu já não aguentava mais, precisava da minha cama, precisava do silêncio do meu quarto, da minha solidão. Sim, às vezes precisamos da solidão para nos sentirmos bem, era o meu caso. E o ônibus não passava, a cada gole a bebida ficava mais amarga, a cada cigarro, uma vontade maior de desaparecer, de vez.
Não havia porque eu me culpar, mas aquilo doía cada vez mais em mim, o desejo de realizar desejos me fazia mal, aquele olhar me fazia mal, aquele desprezo, aquele cigarro, aquele bebida, aquele lugar, aquela gente... Nada mais faria eu me sentir bem naquela noite.
No ônibus, sentia minha casa cada vez mais distante, não pertencia à nada daquilo e meus pensamentos, cada vez me corroendo mais, as feridas ficando mais abertas e a vontade de gritar se fazia presente.
Pensei que chegando em casa, aquele silêncio, aquela solidão me faria bem, ouvi coisas que não queria e não eram necessárias, tentei dormir, foi em vão. Peguei o livro mais próximo, li sobre morte, solidão, agonia, e simplesmente quis trocar de corpo, trocar de vida com Gregor Samsa, aqueles personagens precisavam dele, eu nunca fui (nem quis ser) tão importante assim para alguém.
Na manhã seguinte, algo me incomodava ainda, apenas desejos de desejos, apenas vontade de SER alguém... Isso não acaba aqui.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Ontem eu errei, hoje vou acertar
Me desculpe se um dia eu te fiz chorar
Quero acertar, quero caminhar
Em cima da estrada que você construiu
Estava doente agora estou curado
Muito obrigado por me medicar
Agora posso ver, não vou me confundir
Sei bem onde pisar
A agressividade não pode ser usada
Somente em momentos propicios
Não vou me debater, só vou me calar
A minha voz agora vai baixar
Estava doente mas agora aprendi


Reações imprevisiveis são ruins
Se você não resolve agir
Posso pagar por isso
Mas estou bem, NÃO VOU TE MACHUCAR!


(O Soco Racional - Projeto Peixe Morto)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A lonely liver suspended in liquid

Você apareceu para mim como um sonho
Do tipo que sempre vai embora
Logo que a melhor parte começa
E termina tão abruptamente
E deixa você aturdido e nu,
No seu quarto completamente só
É engraçado como algo tão confortante
É interrompido pelo toque de um telefone

E você me partiu como o cigarro
Que eu quebrei no dia que parei de fumar
Mas agora que tenho estado bebendo
Estou sem cigarros e queria que os tivesse
Acordei para minha dor-de-cabeça diária
E a compreensão de que você tinha ido embora
Oh, minha querida doce felicidade
Você tem estado longe de mim sempre


Uma coisa que eu nunca disse
Estou realmente feliz no meu coração e na minha cabeça
Um fígado solitário suspenso em líquido

(Bleeder - Alkaline Trio)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Expectativas

E mais uma vez sinto aquele medo,
Medo de todo aquele silêncio,
Medo de errar,
Da despedida,
Da perda.

Meia-noite,
Eu insisto naquele copo
Alguma bebida amarga,
Não sei o que é,
Mas vejo um sorriso no fundo do copo.

Olho pro espelho,
meus olhos brilhando,
começo a acreditar mais em mim,
Mesmo odiando essa minha falta de limites
Ao menos esperança não me falta.

Não canso de ser essa criança
Com sonhos,
Com esperanças,
Sempre acreditando que pode ir além.

Mas com os mesmos medos e erros,
Me machucando,
Mas sem esquecer de VIVER.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Tanto faz...

Sobre os falsos juramentos que vão,

Contados por Sophia

Moça bonita, com sorriso de plástico.

Difícil é saber o que não era de plástico…

Que fazia promessas falsas

Prometera a Holden

Um estado eterno de felicidade

Mas nunca cumpriu.

Pobre Holden, iludido.

Tanto faz.


.

Resolveu mudar, ou tentar.

Fugir de tudo o que era falso,

Pensou que sempre soubesse

das calunias da mulher de plástico.

Pobre Holden, enganado por si mesmo.

Ele nunca soube de nada,

A mentira era a mais pura verdade.

Aquela verdade que ele tinha tomado para si.

Como exemplo a ser seguido

Foram tantas promessas,

Tantos sonhos em vão.


.

Sentado em sua cama,

Pensa em como foi tolo.

Como se deixou influenciar pelo ninguém.

Levado ao poço, e empurrado com toda a força

Não sabia nadar…

Pobre Holden, agora pensa em como era óbvio.

O ninguém de plástico existe…

Ele sabe disso muito bem,

E ainda sente sua presença

Seu perfume, mesmo que todos sejam de mentira.


.

Para .

Senta.

Pensa.

Café.

Amor.

Lê.

Pensa.

Agora, clichê.

Pobre Holden.

Esquece.

Lembra.


.

Agora ele pensa em futuro não tão próximo.

Em como vai ser,

E o quanto ele tem que viver.

Pensa nas águas vivas,

Em como vai ser belo caçá-las e

Ter todas em um aquário de plástico em seu quarto.

Pobre Holden,

Mal sabe ele que águas vivas,

Mesmo com toda a beleza são mortíferas

E fatais,

Assim como mulheres de plástico.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mais uma vez...

E mais uma vez acordo pensando em como vai ser daqui pra frente, quantas vezes vou precisar gritar em auto-falantes para que o mundo ouça minha voz. Mudança, mudança... Mais um copo de café, enquanto me arrumo para enfrentar mais uma vez aquela rotina que tanto me estressa.
Trânsito e as mesmas pessoas sem metas e ideais dentro de um ônibus, correndo atrás de nada concreto, nada em pro de um "todo", pensando apenas naquela vidinha fútil e hipócritas delas mesmas. Não quero e não vou ser assim, continuo correndo contra a maré...
Mais um dia como todos os outros, ouvindo coisas que não me interessam, tentando parecer satisfeita com tudo aquilo, mas no fundo não estou. Nunca estou satisfeita, sempre quero mais do que tudo aquilo...
Chega o fim de semana, me acalmo, vejo meus pequenos "druguis" que me fazem tão bem, me fazem acreditar cada vez mais na mudança que tanto procuro. Horas e horas de conversa, alguns copos de bebida, e no fim me sinto bem para aguentar a bendita rotina, mais uma vez.